sábado, 21 de janeiro de 2012

AS BENESSES DO PODER

Republicado referente Dezembro de 2011.

Não tenho mais idade para paixões violentas, as únicas paixões que, ainda, cultivo são as que tenho pela minha família.

O vereador Élcio Batista perdeu uma grande oportunidade de não demonstrar tanta passionalidade ao bater boca com outro vereador, chamando-o de hipócrita. Votar contra um aumento escrachante de 126% não significa que devemos renunciar ao direito adquirido.

Sei que muitos votaram a favor por pura pressão, uns porque o seus iguais o exigiram, outros por saber que seus projetos não mais seriam aprovados, mas, a grande maioria votou, realmente, pela voracidade em aumentar os seus ganhos, sabedores que são da grande possibilidade de voltarem, após às eleições, aos cargos hoje ocupados.

Esta história da redução da verba de gabinete é para inglês ver, criar situações para aumentá-la, gradativamente, não será de muita dificuldade, visto que, a maioria dos vereadores e seus assessores sabem o caminho das pedras.

Sabemos, também, das mudanças promovidas neste entra e saí de prefeitos, elas acontecem, não pelo sabor das necessidades operacionais, mas, pela troca de favores que uns e outros se fazem, fato, ao meu ver, muito pior que o simples aumento dos salários. São trocas para assumirem determinados órgãos e levar alguma vantagem nas próximas eleições. Só não vê, quem não quer.

Será que algum dia veremos políticos desfraldarem as bandeiras da honestidade, relegando a um segundo plano os altos “ganhos”, levando em consideração a grande votação obtida como se fosse um prêmio pela notabilidade alcançada?

Ou continuaremos a ver, exatamente o contrário, candidatos gastando rios de dinheiro, que sabemos nunca serão ressarcidos sem adotarem práticas lesivas aos munícipes, tudo encoberto pelo manto da corrupção, da falta de fiscalização e da aceitação desta mesma sociedade corrompida, que necessita de esmolas para sobreviver e votam nos mesmos safados em cada eleição. Se o pensamento do vereador supra citado fosse real, teríamos alguns feriados que somente os católicos deveriam comemorar e as outras religiões manterem suas atividades normais.

Acontece Sr. Élcio que o importante é ser amigo do rei, como não sabemos quem é o rei nesta cidade, vilipendiada por seus políticos de plantão, deve-se votar pela consciência e, pelo visto, a única consciência que a maioria dos vereadores conhecem é a da própria carteira, mas, não a profissional.

CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS