terça-feira, 17 de abril de 2012

AS FINANCEIRAS E AS ALTAS TAXAS DE JUROS

A inadimplência continua crescendo neste trimestre. São contas e mais contas que não estão sendo honradas devido a grande facilidade em obter crédito junto às financeiras, valores pequenos que ao se juntarem acabam repercutindo grandemente no orçamento doméstico.

Mas, a minha maior preocupação está na liberação de créditos a aposentados e pensionista, créditos que são verdadeiros tiros que saem pela culatra. Na maioria dos casos, os empréstimos foram e, continuam sendo, para pagar despesas correntes já realizadas, isso significa que o aposentado estava gastando mais do que ganhava para sobreviver, porque bem poucos utilizaram estes valores com intuito de adquirir bens duráveis.

Na verdade, estes empréstimos foram benéficos apenas no início, pois, quando começaram a ser descontados no contra-cheque pelo INSS para quitar a dívida realizada, forçosamente sobraram valores reduzidos para a sua manutenção com gastos em produtos de primeira necessidade como alimentação e remédios.

Desta forma muitos se socorreram a outros tipos de empréstimos onerando ainda mais seu parco orçamento. Se fizerem um levantamento nas lojas de grande apelo popular saberão quem sãos os inadimplentes.

A Comissão de Valores Mobiliários já está trabalhando com dados para rastrear todos as operações financeiras com valores acima de R$ 1.000,00 procurando dificultá-las com o aumento das taxas de juros do mercado financeiro, visto que, é a partir destas operações que a inadimplência está crescendo a níveis alarmantes.