domingo, 29 de abril de 2012

CONTRA OS ABUSOS SOMENTE O VOTO CONSCIENTE

Para fazer frente aos desmandos na política, devemos aplicar o único remédio que funciona, o voto.

Comprovadamente Campinas tem o maior custo médio, entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes, onde cada vereador custa o equivalente a R$ 78,50 por morador por ano. Tudo custeado pelos impostos municipais arrecadados pela prefeitura, cujo repasse é de 4,5%, representando para este ano o valor R$ 91 milhões. Para manter esta estrutura são gastos a bagatela de R$ 229 mil com cada um dos 33 vereadores.

As desculpas para manter tamanha arbitrariedade são as mais variadas possíveis, que vão do "desgastante" trabalho pelas CPIs até a necessidade de manter "assessores" - entendam como "cabos eleitorais" - para atender a grande demanda de seus eleitores. Existem gastos que ninguém sabe, ninguém viu e nem sabe para quem, mas, ex-vereadores e ex-servidores abocanham uma quantia muito maior do que podemos imaginar, somos obrigados a pagar, pasmem, aposentadorias milionárias para quem "trabalhou", como vereador, apenas um único dia.

Não precisam realizar levantamento algum para detectar tais abusos, mas, quando garantem que irão realizar estudos para diminuir tais gastos a preocupação aumenta, pois, invariavelmente acaba sobrando para os Patrulheiros ou para qualquer licitação com pouca ou nenhuma transparência.

Nunca são anunciados cortes de despesas onde se deveria, por exemplo, a diminuição do númerto de assessores e das mordomias dos comandantes e seus comandados ou, quem sabe, uma reestruturação nas leis que regem os direitos e os deveres destes parlamentares, colocando regras e limites nos seus salários, verbas de gabinete e aposentadorias. Não tem nada a haver com péssima administração, são gastos para poderem se manterem nos cargos que ocupam, em detrimento, das reais necessidades da população.

Pelo andar da carruagem dá para perceber que nossos vereadores não estão cumprindo com a obrigação de zelar pelo patrimônio público ou prestar serviços de qualidade à comunidade que os elegeram. Enfim, os resultados não são proporcionais aos altos custos que propiciam, senão vejamos: nenhum projeto de relevância em discussão, votam de acordo com suas necessidades, aumento abusivos de salários, denúncias só são investigadas quando o MP ou a mídia lhes tomam a frente.

Na próxima eleição deveríamos analisar cuidadosamente o curriculun de cada candidato, assim como de cabos eleitorais ou assessores, antes, quem sabe, teríamos uma chance maior de não errarmos novamente, elegendo candidatos comprometidos com a vontade popular.