terça-feira, 17 de abril de 2012

A GREVE DOS INSTRUTORES DAS AUTO-ESCOLAS

Esta greve que os instrutores das auto-escolas de Campinas levaram a cabo a pouco tempo, demonstra que há algo errado em suas planilhas de custos.

A algum tempo atrás escrevi sobre o tabelamento dos preços cobrados pelas auto-escolas de Campinas, quando defendi a livre concorrência nos preços para se tirar uma habilitação.

Como podemos imaginar uma auto-escola, que possui carros em ótimas condições, instrutores competentes, instalações bem conservadas para o conforto do cliente, atendentes uniformizadas, pagam altos valores de aluguel ou de IPTU por estarem localizadas em locais de fácil acesso e em áreas centrais manter custos iguais àquelas que nem ao menos possuem uma sede para atendimento e, além disso, só se acha o responsável em um aparelho celular?

Este critério do tabelamento não serve para normatizar um determinado segmento do mercado, senão teríamos de igualar o sorvete da Kibon com aqueles fabricados em empresas familiares ou igualar os preços praticados pela Sony com os da Positivo.

Não se pode relegar a um segundo plano a capacitação dos profissionais envolvidos, as condições de trabalho oferecidas, as instalações e maquinários de primeira linha e know-how de primeiro mundo.