sexta-feira, 27 de abril de 2012

A METROPOLIZAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA

Um vídeo postado no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=KAdATKIHtxU&feature=player_embedded) mostra o marido de uma paciente do Pronto Socorro Dr. Waldemar Tebaldi, de Americana, sendo detido por por desacato e agressão. Dois guardas municipais e um policial militar participaram da contenda, cenas dignas de países do terceiro mundo.

Se a saúde pública fosse tratada da forma como deveria ser, não teríamos espetáculos deprimentes como este. Mais uma vez a visão administrativa da maioria dos nossos politicos deixam a desejar. A metropolização da saúde pública já deveria ter sido discutida na época da implantação da Região Metropolitana de Campinas.

Campinas é uma referência nacional em diversas áreas da saúde e paga uma conta muito alta por esta performance. Os repasses dos governos estadual e federal deveriam ser maiores em função da não aplicabilidade das cidades vizinhas em atendimento ao usuário local, pois, via de regra é muito mais barato adquirirem ambulâncias e ônibus para locomoção de seus usuários, como é o caso de Americana e outros municípios até do Sul de Minas Gerais, do que aplicar em construção de centros de saúdes, pronto socorros e hospitais, além, de pessoal especializado e de qualidade.

Não dá para esperar nada de nossos administradores para melhorar o já caótico sistema de saúde, pois se não unirem esforços, cenas patéticas, como da cidade de Americana, serão comuns nos demais municípios.

Saúde se enfrenta com logística de primeira qualidade, materiais em ótimo estado de conservação, com estoques de remédios na medida certa e, principalmente, com mão-de-obra especializada e bem remunerada. O resto é pura balela e conversa para boi dormir.