terça-feira, 24 de abril de 2012

O CASO CACHOEIRA E AS "MARACUTAIS" DOS LEGISLADORES

O caso Cachoeira joga mais um pouco de lama neste chiqueiro que se transforrmou os três poderes, com maior enfase no poder legislativo, desde a câmara de vereadores, passando pelas assembléias estaduais, terminando na camara dos deputados que se aliam a seus comparsas no senado.

As esferas do legislativo não passam de bancas de negócios, por onde passam toda e qualquer negociata envolvendo cifras milionárias com o intuito de preservar o poder. São apadrinhados que, sem nenhuma competência, dirigem estatais como se fossem meras microempresas ou quintais da própria casa, desviando recursos ou superfaturando obras. Tudo isso acontecendo sob as barbas do executivo, que se cala pela necessidade de aprovar projetos duvidosos, portanto, quem deveria fiscalizar as mazelas do executivo, acabam se tornando sócios nos negócios escusos.

Na verdade, todos os problemas que enfrentamos na política não são causados por um ou outro partido, mas, dos homens que compõem estas estruturas. Necessitamos com urgência de uma reforma eleitoral, pois, todas as decisões passam pelo crivo destes que fazem a política brasileira.

Como podem decidir os caminhos de uma nação se não conseguem manter, nem ao menos, a fidelidade aos partidos que os elegem. O fisiologismo, o clientelismo, as falcatruas e a corrupção são a tônica destas entidades. Até decisões de apoio a um ou outro político ou utro partido, em detrimento ao seu, com argumentos de que as necessidades do povo são mais importantes.

Mentira! Eles estão preocupados, sim, em manter o poder, não se importando, que para isso, vendam até a alma. E os partidos, através de seus “donos”, não se atrevem a barrar estes politiqueiros de plantão.

É fundamental a manutenção da hierarquia e das decisões coletivas em prol da maioria ou, então, rasguem de vez os estatutos partidários. Triste e lamentável este cenário.