sexta-feira, 11 de maio de 2012

O BRASIL, AS TAXAS DE JUROS E OS BANCOS PRIVADOS

A atual política monetária do Brasil acabou de ser colocada em risco. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), órgão representativo dos banqueiros declarou, demagogicamente, que “você pode levar um cavalo à beira do rio, mas não obrigá-lo a beber”.

Significa, em outras palavras, que não adianta o governo derrubar as taxas da Selic ou reduzir os juros pagos pelas cadernetas de poupança (isto eu já sabia) como vem fazendo, o mercado financeiro depende muito mais das relações comerciais que mantém os investidores e tomadores, em suma, nada vai mudar nas atuais condições oferecidas pelos bancos privados.

Somente os bancos estatais estão praticando juros menores, porém, quem vai arcar com estes custos serão, novamente, os pagadores de impostos. Portanto, não se iludam, pois, as aquisições de bens duráveis permanecerão com taxas pra lá de salgadas, empréstimos pessoais com juros estratosféricos e muito cuidado com o cartão de crédito e o cheque especial, muito fácil de se usar, mas muito difícil de serem quitados.

Desta forma, em breve teremos um aumento substancial da dívida interna que já ultrapassa a casa dos R$ 1,7 trilhões e os bancos continuarão a apresentar lucros fora da realidade financeira do país.