quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Greve dos Servidores Municipais e os Salários dos Vereadores

Os vereadores prometem votar seus salários antes da greve dos servidores terminar. Tenho lá minhas dúvidas, será que terão a coragem de votar, enquanto, o prefeito oferece aos servidores municipais a bagatela de 5,3897%?

A Câmara de Vereadores irá votar um novo aumento salarial com reajuste de 48%, pois, o índice aprovado no final do ano passado era de 126%, fato que pegou mal e a população chiou, prometendo represálias nas próximas eleições.

O sindicato dos servidores não abre mão de um reajuste salarial de 13,18% e o vale-alimentação aumentado para 29,5%. Não acho injusto este aumento aos trabalhadores, visto que, o salário mínimo ficou em 14,13%, passou de R$ 545,00 para R$ 622,00. Porém, a maioria dos trabalhadores brasileiros não recebem o vale-alimentação, o vale-compra e auxílios de todo tipo e para todos os gostos, basta solicitar a qualquer servidor, seja municipal, estadual ou federal, a cópia do contracheque para verificar tal fato.

De todos os lados surgem informações desencontradas e afirmativas que não condizem com a realidade, de um lado o sindicato alega que a greve não é política, em parte é verdade, mas, não podemos ignorar que a cúpula do sindicato é formada por membros do PSB, partido do Deputado Jonas Donizete, se a greve não é política como pode o presidente do sindicato enumerar a quantidade de apadrinhados contratados nas várias Administrações Regionais e afirmar que os mesmos se tornaram currais eleitorais dos atuais vereadores, este fato nada tem haver com os reajustes solicitados.

De outro lado, temos os vereadores que ultrapassaram os limites do bom senso aprovando um aumento de 126%, agora querem remendar o estrago político com aumento de, apenas, 48%, portanto, imagino que continuarão a ter problemas para explicar aos seus eleitores.

Em pior situação encontra-se o Prefeito Pedro Serafim, era o Presidente da Câmara quando da aprovação daquela aberração administrativa, tendo em vista, que o aumento dos salários dos vereadores, pela lei, é ato exclusivo da mesa diretora. Encontra-se numa situação nada confortável em autorizar um ou outro valor e poderá ser utilizado pelos seus adversários nas eleições de outubro deste ano, em suma, “sua batata está assando”.

Diante destes fatos e por ser um ano eleitoral tudo pode acontecer. De um fato tenho certeza, quem pagará o pato será sempre a população, independente de quem ganhe a queda de braço, além disto, continuaremos como estamos – sem saúde, sem transporte adequado, sem segurança e sem rumo.